sexta-feira, 28 de abril de 2017

Elon Musk cria alternativa em transportes rodoviários

Novo projeto do criador da Tesla será baseado em rede de túneis para carros, sob a malha rodoviária já existente

Elon Musk, o milionário criador da Tesla e da SpaceX, acabou de lançar um novo projeto de otimização das redes de transportes urbanos - a The Boring Company. O projeto consistirá em redes de túneis, sob as estradas convencionais, que poderão ser acessados através de sistemas de elevadores. Uma vez nos túneis, os carros deverão ser colocados sob plataformas - shuttles - que serão deslocadas em alta velocidade sobre trilhos, de modo que viagens mais longas ou em áreas com grande tráfego de veículos poderão ser feitas em muito menos tempo. 

Musk revelou o conceito de seu novo projeto em uma palestra e ao longo de uma série de publicações em seus perfis oficiais em redes sociais - conforme o veículo de comunicação norte-americano CNN, o inventor teve a ideia enquanto estava preso em um engarrafamento, na cidade de Los Angeles, na Califórnia (EUA). Elon Musk comentou, bem antes do lançamento da nova companhia, que "o trânsito nos deixa loucos. Eu vou começar a construir uma máquina escavadora de túneis e vou sair cavando por aí". Ainda de acordo com a CNN, Musk já publicou as primeiras imagens de equipamentos da empresa, e pretende iniciar escavações para o novo projeto em breve.

O investidor é conhecido por suas inovações no campo dos transporte - de acordo com ele, seus objetivos são tornar os meios de transporte mais rápidos e menos poluentes. Por iniciativa do empresário, a Tesla, a maior companhia de carros elétricos do mundo, foi criada. Musk também desenvolveu projetos de transporte coletivo, como o Hyperloop, e mesmo iniciativas no campo da exploração espacial. A SpaceX, uma de suas companhias, tem o propósito de iniciar a colonização de Marte em um período de até vinte anos.

A iniciativa The Boring Company ("A Empresa de Escavação"), para a CNN, parece "um sonho distante" da realidade atual, mas Elon Musk "é conhecido por escolher projetos praticamente impossíveis e transformá-los em realidade". A Tesla - a companhia de carros elétricos de Musk - começou gerando prejuízos gigantescos, e foi criticada como "inviável" por concorrentes. A montadora já é a mais valorizada dos Estados Unidos - o que confere mérito ao seu criador.

Mais sobre o tema - reportagem do canal Newsy, do Youtube, sobre a nova companhia de Elon Musk:



Veja na íntegra - vídeo promocional lançado pela Tesla sobre novo projeto

domingo, 2 de abril de 2017

Start-Up oferece prêmio para desenvolvedores de app

Empresa chamada "Udacity" está oferecendo recompensa de U$100,000 para qualquer desenvolvedor que consiga criar um programa para carros auto-guiados

Após a ideia dos "carros autônomos", lançada pela Tesla em conjunto com a Uber, a companhia Udacity iniciou um projeto de carros auto-guiados, e está oferecendo uma recompensa de cem mil dólares para qualquer desenvolvedor capaz de fornecer o programa para a iniciativa. O objetivo da Udacity é estabelecer o primeiro sistema de carros autônomos open-source, para competir com o Uber, em parceria com uma companhia de caronas remuneradas que busca expansão no mercado dos Estados Unidos.

Competidores que tenham o objetivo de conquistar o prêmio podem entrar na disputa de forma individual ou em grupo, e é necessário que tenham alguma experiência prévia em programação de sistemas operacionais e robótica ou "machine learning" - aprendizado de máquina, campo especializado da ciência da computação. O programa para a iniciativa deverá ser capaz de identificar objetos estacionários ou em movimento, a partir de um carro. As equipes que consigam apresentar os projetos mais promissores poderão ser levadas até São Francisco para concluir o projeto.

A ideia dos carros autônomos ganhou força após a parceria entre o Uber e a Tesla, com os primeiros "táxis" elétricos sem a necessidade de motoristas. A integração entre o sistema de pagamentos da Uber, que pode ser feito diretamente através de smartphones, com o machine learning e a proposta de transportes sustentáveis da empresa de Elon Musk criou um leque novo e atrativo de negócios, que podem florescer com a proposta de código da Udacity.

Para a Udacity, a competição com a gigante ocidental é certa - a entrante se aliou à companhia Didi Chixing, que atua no mesmo ramo da Uber, na China. A empresa do país asiático efetivamente expulsou a Uber do maior mercado emergente do mundo, e agora tem o objetivo de atingir parte significativa do mercado nos países ocidentais. A maior empresa do setor já disputa clientes com a Cabify, especialmente na América Latina.

Mais sobre o tema - Udacity anuncia projeto do carro autônomo open-source:

sábado, 18 de março de 2017

Estados Unidos têm redução no desemprego

País vive momento de otimismo com criação de mais de 200.000 postos de trabalho, em fevereiro


A economia dos Estados Unidos mostra que definitivamente superou as ondas de choque da grande crise de 2008 - a nação com o maior PIB do mundo registrou a criação de 235.000 postos de trabalho, apenas no segundo mês de 2017. O dado superou a expectativa dos analistas, que previam a criação de cerca de 170.000 novos empregos, em grande parte devido ao momento de otimismo nas bolsas de valores. Nas últimas semanas, os Estados Unidos também registraram as maiores altas nos indicadores de suas bolsas de valores, em toda a História. O dado é reflexo, em parte, da percepção de que grandes companhias terão mais estímulos para a produção dentro dos EUA, com o objetivo de alcançar o mercado consumidor do país - o mais pujante do mundo.

O efeito desfavorável do crescimento econômico é a expectativa de aumento na inflação, e a consequente elevação na taxa de juros pelo FED, com o intuito de manter a estabilidade econômica. A perspectiva de aumento na inflação também tem como base o aumento nos salários, já observado em cidades como Chicago, e o consequente aumento no poder de compra das famílias americanas. Nos últimos anos, apesar dos esforços do governo, boa parte da população do país ficou dependente de programas governamentais para a manutenção de sua renda e até mesmo de acesso a serviços de saúde - este dado, todavia, começou a mudar em 2017, com a gradual melhora da economia.

Para a indústria dos Estados Unidos, o momento é extremamente favorável - o governo já anunciou que irá aplicar sanções a companhias que se instalem em nações com mão de obra mais barata para revenda no mercado americano. O intuito é fomentar o aquecimento industrial dos EUA e a criação de empregos, potencializando o poder de compra do já robusto mercado consumidor da nação.

Em vídeo - criação de emprego nos EUA supera expectativas:

sexta-feira, 17 de março de 2017

Economia brasileira sinaliza recuperação

A economia do Brasil pode estar se recuperando da crise - no mês de fevereiro de 2017, mais de 30.000 vagas de trabalho foram criadas, a atividade industrial está demonstrando tímida retomada de fôlego e a inflação já se mostra estável, em grande parte pelas perdas sucessivas de poder de compra da população. A situação ainda é grave - mais de onze milhões de brasileiros permanecem desempregados, mas surge uma tendência de melhora que pode colaborar para um quadro mais favorável até o final do ano.

Na opinião de Henrique Meirelles, o país conseguirá efetivamente sair da recesão econômica ainda no primeiro trimestre deste ano. O ministro também acredita que o Brasl poderá apresentar crescimento de 2%, no quarto trimestre, caso a tendência de gradual recuperação se mantenha. Analistas afirmam que alguma melhora é inevitável, uma vez que o país atingiu um crise tão grave que seria difícil observar uma situação ainda pior - a recessão brasileira já é considerada a pior desde a turbulência vivida após a grande crise de 1929.

Fatores que influenciam negativamente a economia do país ainda são a queda no consumo - elemento que serviu de motor principal para o crescimento econômico do Brasil na década de 2000 - que é agravada pelo desemprego, a persistência do "desmonte" da indústria nacional, que não consegue competir com a produção de potências industriais como a China, e os problemas de gestão em grandes companhias estatais como a Petrobras. A petrolífera movimentava parte significativa da economia da região sudeste - principal área de atividade industrial da nação - e era favorecida pelo chamado "boom das comodities", mas seu desempenho foi afetado severamente com a queda nos preços do petróleo, nos últimos anos, e com escândalos de corrupção responsáveis pela desvalorização e perda de confiança de investidores na companhia. Apesar dos inúmeros problemas, a economia brasileira consegue alguma recuperação de sua atividade econômica, também em decorrência do bom desempenho do setor agrícola.

Mais sobre o tema - Rádio Jovem Pan discute possível recuperação da economia:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Tesla busca entrada no mercado indiano

A companhia norte-americana Tesla Motors, de Elon Musk, deverá lançar, em breve, modelos destinados aos mercados de países como a Índia e o Brasil. Na expansão para os BRICS, a Tesla também deverá inaugurar novas fábricas - incluindo uma Gigafactory na Índia - com o propósito de aumentar sua produção e vender para o grande mercado consumidor representado pelas maiores economias em desenvolvimento. Outras companhias de veículos considerados premium fizeram sucesso anteriormente na Índia, como a Harley Davidson, que obteve sucesso significativo no país asiático.

Conforme Elon Musk, os carros elétricos da Tesla devem alcançar o mercado consumidor indiano no final de 2017. Um dos modelos - o chamado Model 3 - será comercializado por um preço equivalente a U$35.000,00. O veículo será um dos mais econômicos da Tesla, e as vendas dessa variante deverão ser inauguradas no fim deste ano. O modelo de negócios da Tesla na Índia deve adotar uma abordagem diferente da escolhida para os consumidores dos Estados Unidos - na América do Norte, a proposta da Tesla é comercializar veículos luxuosos, esportivos, com o diferencial do uso da energia elétrica e da possibilidade de integração com outras criações de Musk.

Elon Musk declarou, através de seus perfis nas redes sociais, que o Model 3 também visará mercados como a África do Sul  (país integrante dos BRICS), a Nova Zelândia, a Irlanda, Singapura e o Brasil. A expansão da Tesla também incuiu a criação de outra Gigafactory, na Europa - a decisão pode oferecer potencial enorme para a companhia, que leva em consideração o poder de compra da população europeia. A conjugação de modelos econômicos e modelos esportivos luxuosos faz parte da visão de Elon Musk, que diz ter o objetivo de "mudar a matriz energética dos transportes pessoais, dos combustíveis fósseis para a eletricidade". Musk conduziu outros projetos, como a Powerwall, dentro da mesma concepção.

Por sua visão de negócios ousada e progressista e por sua notória habilidade no mundo empresarial e no desenvolvimento de novas tecnologias, Elon Musk foi escolhido para ser um dos conselheiros da nova Presidência dos Estados Unidos. Musk já foi chamado, por seu sucesso e inventividade, de "o Tony Stark da vida real".

Mais sobre o tema - assista à reportagem do canal NYOOOZ TV, do Youtube, sobre a expansão da Tesla na Índia:

RJ fechou mais de 10 mil lojas, em 2016

O Estado do Rio de Janeiro continua a sofrer as consequências da crise pela qual passa o Brasil - em 2016, mais de 11 mil lojas foram fechadas na segunda maior economia do Sudeste. Os dados foram levantados pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro. O ente federativo também sofre com uma grave crise de endividamento, que afeta os pagamentos de funcionários públicos de diversas categorias, incluindo professores de universidades públicas - como a UERJ, que está em paralisação desde o ano passado - e policiais. 

Conforme o estudo sobre o fechamento de estabelecimentos comerciais, a capital do estado sozinha registrou o fechamento de mais de 4,7 mil lojas, em 2016. No mês de dezembro, 518 empresas similares tiveram suas atividades encerradas. Ao longo do ano, o aumento no número de lojas que tiveram suas portas fechadas aumentou significativamente em comparação com 2015 - a expansão do problema foi de 23,1%, o que indica que o comércio ainda poderá levar tempo até a recuperação da recessão. O desemprego no estado também se destaca como um dos piores do Brasil, que é, como um todo, ainda severamente afetado pela crise econômica.

De acordo com o veículo de comunicação estatal EBC, a situação do desemprego no Rio de Janeiro no segundo trimestre de 2016 esteve em uma taxa de 11,4%, enquanto no mesmo período do ano anterior o indicador esteve no patamar de 7,2%. A EBC informa que a situação pode se agravar com o fim dos grandes eventos internacionais, que ocorreram na região em 2014 e 2016, uma vez que há menos investimentos agora, impossibilitando a manutenção de muitos postos de trabalho e limitando investimentos, em comparação com o efeito observado nos períodos anteriores. O consumo, em geral, caiu no Rio de Janeiro, em decorrência do aumento do desemprego, da crise do endividamento e dos problemas em pagamentos de trabalhadores de muitas áreas e da limitação ou corte de investimentos. As vendas no varejo acumulam perdas de 7,8% - na comparação entre o fim de 2015 e o fim de 2016.

Veja na íntegra - reportagem da rede Record sobre a crise econômica do Rio de Janeiro:

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Desemprego fechou 2016 em taxa de 12%

Conforme notícia divulgada pela rádio Jovem Pan, o índice de desemprego do Brasil em 2016 ficou em 12%, no último trimestre - o dado representa que há pelo menos 12,3 milhões de desempregados no país. A informação reflete a gravidade da crise econômica e de endividamento pela qual a nação passa, todavia, analistas afirmam que a situação do país poderá melhorar nos próximos anos.

O veículo de comunicação ressalta que mais de um milhão de vagas de trabalho formais foram cortadas, o que indica que não há apenas desemprego, mas uma piora significativa da qualidade dos empregos - mais trabalhadores buscam fontes alternativas de renda, sem quaisquer garantias fornecidas pelos contratos de trabalho formais. A situação econômica também apresenta dificuldades até para os trabalhadores informais, em decorrência da piora generalizada no nível de renda da maior parte do mercado consumidor.

A reportagem informa que há dificuldades de atuação econômica em diversos campos, inclusive para as pessoas que decidem tentar o empreendedorismo - o veículo ressalta que há expectativa de aumento do desemprego, antes do fim da crise. A taxa de desemprego do Brasil poderá, antes que a crise seja superada, alcançar os 13%. O primeiro semestre do ano, segundo o informe, possui atividade econômica fraca, e a indústria nacional ainda está sofrendo perdas significativas, como consequência da competição entre produtores nacionais e companhias estrangeiras que produzem a custos mais baixos. 

Para a Rádio, todavia, o ritmo das demissões foi reduzido - ainda que haja perda de postos de trabalho no comércio, na indústria e em outros setores, há menos cortes de pessoal por período, o que significa que o país pode já ter passado pelos mais intensos períodos da crise. O site Investing informa que, de acordo com o banco Credit Suisse, poderá haver diminuição do desemprego. O economista Alexandre Schwartsman afirmou em entrevista para o jornal Correio Braziliense, em matéria publicada em 2016, que há possibilidade de diminuição do indicador para níveis menores que 10%, caso a economia demonstre recuperação ao longo dos próximos trimestres.

Veja na íntegra a matéria da rádio Jovem Pan sobre o nível de desemprego no Brasil:

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