terça-feira, 27 de setembro de 2016

Endividamento da China assusta investidores

Conforme notícia veiculada pelo site jornalístico australiano ABC News, o endividamento chinês já está assustando investidores internacionais - o portal informa que a situação da economia do país asiático poderá se tornar grave e a China pode vivenciar uma "difícil aterrissagem", após anos de crescimento vertiginoso do PIB. Analistas também discutem a possibilidade de uma crise, abastecida pela bolha do mercado imobiliário chinês.
Imagem: www.chinaeducenter.com

Segundo o portal de notícias, "o Banco para Compensações Internacionais avisa que as proporções da dívida chinesa são muito grandes, e que o endividamento do país asiático está crescendo em um ritmo assustador. O Banco Nacional da Austrália também está preocupado com a expansão do endividamento chinês. Alan Oster, o presidente da última instituição financeira, advertiu que, caso o governo chinês não tome as medidas adequadas para controlar o endividamento, o mundo inteiro poderá passar por mais um período de instabilidade financeira".

A economia chinesa, nas últimas duas décadas, passou por um processo de acelerado crescimento. O país asiático promoveu vigorosa expansão da atividade privada, combinada com investimentos estatais. Mais de 90% das companhias do país são privadas, enquanto o governo adota medidas de desvalorização artificial da moeda para impulsionar exportações. Após a crise de 2008, todavia, a nação vivenciou uma desaceleração de seu crescimento. Ainda conforme a ABC News, "sobre o tamanho da dívida, apenas as obrigações para com bancos ingleses somam 690 bilhões de dólares, entre empréstimos e negócios".

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Boletim Focus projeta crescimento de 1,3% para 2017

O Boletim Focus - levantamento realizado pelo Banco Central do Brasil com as maiores instituições financeiras do país - prevê, para o ano de 2017, um crescimento de 1,3% da economia. O país deverá apresentar situação consideravelmente melhor do que a registrada neste ano, onde a economia tem previsão de encolher 3,20% até o fim de dezembro. A situação deverá se tornar mais atraente para os investimentos com a adoção de medidas destinadas a fomentar a confiança dos empresários e com a estabilização política do país.

O boletim Focus também apresenta uma previsão de melhorias no quadro da inflação - a estimativa é de que os preços se elevem 5,2%. O estudo realizado pelo Banco Central também aponta que o volume das exportações do Brasil também cresça com a melhoria da situação econômica, e este dado já deve ser observado em 2016 - a tendência deverá se repetir em 2017, conforme a avaliação apresentada no boletim.

Henrique Meirelles afirmou, hoje, que está otimista com o quadro econômico, e que o país deverá voltar a crescer. O ministro, todavia, afirmou que é necessária a colaboração do Congresso para que o governo sea capaz de adotar as reformas necessárias para o controle dos gastos públicos e para a contenção da crise de endividamento que afeta de forma negativa a percepção dos investidores sobre o país.

Sobre o tema - assista à reportagem do canal TVNBR sobre a previsão de crescimento da economia para 2017:

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Lufthansa suspende vôos para Venezuela

Lufthansa, a gigante alemã da aviação e uma das maiores do setor na União Europeia, cancelou os vôos para a Venezuela, em meio à grave crise econômica e política que aflige o país caribenho. A nação socialista está passando por problemas como o aumento na inflação (o maior do continente) e uma crise de abastecimento que está tornando impossível a obtenção de ítens essenciais da cesta básica.

A companhia alemã informou que irá suspender indefinidamente os vôos para a Venezuela - Andreas Bartles, porta-voz da empresa, afirmou que a decisão de deu por duas razões: a primeira é a ausência de demanda para esse percurso, e a segunda são os problemas monetários pelos quais o país está passando, que dificultam a conversão de câmbio.

De acordo com o veículo de comunicação norte-americano CNN, a falta de vôos da Lufthansa é "o menor dos problemas da Venezuela" - o país vive severas complicações no abastecimento de alimentos, itens necessários no dia a dia da população e até no suprimento de medicamentos. A Venezuela também enfrenta uma onda de manifestações populares que exigem o fim do governo socialista de Nicolás Maduro, que é acusado de perseguir opositores políticos e de empregar violência policial extrema contra participantes de protestos.

Mais sobre o tema - reportagem da Band sobre a crise na Venezuela:


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Bayer pretende comprar Monsanto por U$62 bi

Conforme reportagem publicada pela agência de notícias britânica BBC, a Bayer - uma das maiores empresas da indústria farmacêutica mundial - pretende comprar a Monsanto - gigante da indústria agrícola - por um valor de 62 bilhões de dólares. O veículo de comunicação informa que a fusão pode ser "uma excelente oportunidade para a criação de um líder da produção agrícola global". 

Na opinião de John Colley, professor da Escola de Negócios de Warwick (do Reino Unido), a decisão da companhia alemã pela aquisição foi "ousada", e não condiz com a abordagem adotada normalmente pela organização, que tende a agir de forma mais conservadora nos negócios. O especialista, segundo a BBC, destaca que a Bayer normalmente opta por fazer sua expansão assumindo riscos baixos - a Monsanto é uma empresa que sofre ataques à sua marca, em decorrência do uso de produtos transgênicos, severamente criticados por movimentos e organizações não-governamentais ambientalistas.

Colley acredita que a oferta da soma significativa de capital para a aquisição foi uma estratégia da Bayer para "cercar" os principais responsáveis pela administração da companhia - agora, os líderes da Monsanto estariam com "pouco espaço para manobras". A empresa alemã conseguiu, com sua oferta, superar o maior lance já feito por qualquer organização do país em uma aquisição: o valor que mais se aproximou do atual foi a oferta da Daimler para a aquisição da Chrysler, em 1998, pelo preço de 38,6 bilhões de libras esterlinas (aproximadamente 55 bilhões de dólares).

De acordo com o portal G1, os executivos da Bayer enfatizaram, entre as razões para a compra, a possibilidade da criação de "uma empresa líder no setor agrícola, com grande potencial para inovação e para criar valor para as comunidades nas quais iremos atuar".

Assista à reportagem do canal AgriBusiness Global Update, do Youtube, sobre a oferta da Bayer:

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Recuperação da economia é maior desafio de Temer

Nas primeiras semanas de governo, o presidente Michel Temer enfrenta um desafio de proporções significativas - recuperar a economia brasileira, que passa por um quadro de inflação acelerada, desemprego de mais de 11 milhões de cidadãos e retração da indústria e da atividade econônica em geral. Na opinião da maioria dos analistas, a retirada do país da crise será a principal tarefa da nova administração.

Entre suas primeiras medidas, o sucessor de Dilma Rousseff tomou como objetivo a contenção de gastos públicos e a estruturação de uma equipe capaz de realizar os cortes necessários, com eficiência. A escolha de Henrique Meirelles para a chefia do Ministério da Fazenda foi bem recebida pelo mercado e pela maior parte da mídia - o antigo gestor do Banco Central é visto como favorável a uma agenda similar à de Joaquim Levy, que foi duramente criticado pela militância da presidência petista. Ao mesmo tempo, a nomeação de Maria Silvia Bastos Marques para o comando do BNDES foi qualificada como "um grande acerto" - a economista é apontada como "extremamente competente" e "a mulher poderosa do governo Temer". Marques foi responsável por auxiliar, com resultados notáveis, a prefeitura do Rio de Janeiro em contenção de gastos e ajustes nas finanças, entre os anos de 1993 e 1996.

Michel Temer também sinaliza modificações na equipe ministerial, e já anunciou a extinção de ao menos nove ministérios, incluindo o Ministério da Cultura. A medida, criticada pela maior parte da esquerda brasileira, possibilitará o fim de grande volume de cargos comissionados, que são vistos como uma das principais despesas desnecessárias do Estado brasileiro, e como uma das principais ferramentas empregadas em esquemas de corrupção e contratação de "funcionários fantasmas".

Assista à reportagem da TV Canção Nova sobre os desafios de Michel Temer na restauração da economia brasileira:


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Atividade econômica está em expansão nos Estados Unidos

Salários estão aumentando, seguindo melhorias registradas no país

Conforme artigo publicado hoje pela agência de notícias Reuters, a atividade econômica dos Estados Unidos está em expansão - diversas regiões do país estão registrando aumentos nos salários dos trabalhadores. Ainda de acordo com a Reuters, os baixos níveis de desemprego e a melhoria dos indicadores econômicos permitem afirmar que os salários continuaram a subir.

A agência informa que, como consequência da situação positiva, o FED poderá reduzir as taxas de juros, caso os Estados Unidos não sejam gravemente afetados pela economia global - a desaceleração da economia chinesa está provocando apreensão de investidores da Europa e do Japão, por exemplo, que estão passando por momento pior do que o país norte-americano.

Apesar do bom momento pelo qual os Estados Unidos estão passando, a nação não registrou ainda aumento significativo no consumo. Em Boston, os principais empregos favorecidos pelo aumento nos salários foram as vagas em Tecnologia da Informação, em Engenharia Civil e na indústria manufatureira.

Confira matéria da Euronews que aborda o crescimento da economia americana em 2015 e no início de 2016:

terça-feira, 12 de abril de 2016

FMI prevê menor crescimento para a economia global

Conforme a agência de notícias britânica BBC, o Fundo Monetário Internacional diminui a previsão de crescimento da economia global para os anos de 2016 e 2017 - a expectativa inicial era de um aumento de 3,6% para o próximo ano e de 3,4% para este: na revisão, os valores foram estabelecidos para 3,5% em 2017 e 3,2% até o final do próximo semestre.

A previsão também foi influenciada pelo impacto da redução dos preços de petróleo na maioria dos países, que afetou gravemente a economia de países americanos como o México, a Colômbia, a Venezuela e o Brasil. Conforme o analista Maurice Dobstfeld, um dos principais especialistas do FMI, o crescimento previsto para os dois anos é "cada vez mais desanimador". A redução na expectativa de crescimento global reflete, para o economista, uma "desaceleração nas economias de muitos países, em grande variedade de setores".

Apenas no ano de 2016, esta já é a segunda vez em que a organização internacional realiza uma modificação da expectativa de crescimento para um valor menor, conforme a BBC. O país mais afetado, em especial pelos problemas com o setor petrolífero, foi a Nigéria, mas o Brasil e a Rússia também estão sofrendo as consequências desse processo, de acordo com a avaliação da agência de notícias.

A TV Brasil também divulgou reportagem sobre a redução: confira na íntegra a matéria, disponível no Youtube:

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