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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Brasil registra maior queda diária no índice Bovespa desde 2011

A recessão brasileira produziu hoje a maior queda diária no índice Bovespa desde agosto de 2011 - a bolsa teve recuo de quase 5%, com quadro influenciado severamente pela situação política brasileira e também pela desaceleração da economia chinesa, que contribuem para a incerteza do mercado. Conforme o portal de notícias G1, a queda veio para acabar com a sucessão de quatro altas registradas nos últimos dias pela bolsa, e reforça a avaliação feita pelas agências avaliadoras de risco sobre a recessão em 2016.
Imagem: Bahia Prime

Ainda conforme o site jornalístico, a queda verificada foi a maior desde 8 de agosto de 2011, quando a bolsa registrou queda de 8,08%. As ações do Itaú tiveram queda superior a 8%. A perda acumulada pela bolsa, desde o início do ano, é de 6,4%. A Petrobras também ajudou a agravar a situação, registrando quedas em suas ações superiores a 8%. Conforme o portal, o valor dos papéis preferenciais (PETR4) alcançaram valor tão baixo quanto o obtido em agosto de 2003. A desvalorização dos papeis da estatal é influenciada pela queda no valor dos barris de petróleo.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Contas do setor público têm maior rombo na História

Valor supera os 110 bilhões de reais

Em 2015, as contas públicas de todos os entes federativos somadas (estados, municípios e Distrito Federal) apresentaram o maior déficit primário da História: o valor foi de 111,24 bilhões de reais. o que representa 1,88% do PIB nacional. O resultado catastrófico foi registrado em consequência da grave crise econômica pela qual o Brasil passa, e foi agravado pelo quadro de recessão na América Latina.

Bolsa de valores de São Paulo
Imagem: site Valor Mercado
A recessão agravou a arrecadação do Estado, que também foi afetado negativamente pelas chamadas "pedaladas fiscais", que utilizaram recursos que deveriam ser dos bancos públicos. A economia foi duramente afetada pelas manobras do governo de usar recursos dos bancos públicos para sustentar programas assistencialistas enquanto o país não tinha condição de honrar suas dívidas, durante a campanha presidencial de 2014. A stuação provocou o rebaixamento do Brasil pela agência de avaliação de risco de crédito Fitch, e a agência Standard & Poors avalia que o país não irá se livrar da crise tão cedo, uma vez que todo o continente continuará em recessão ao longo de 2016.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Standard & Poors prevê recesso na América Latina, para 2016

Conforme matéria publicada pela revista Exame, a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poors prevê recessão para a América Latina, no ano de 2016. A região terá um encolhimento na economia de 0,2%, que será menor que o previsto anteriormente (0,5%). O Brasil sofrerá mais que os demais países, podendo registrar retração de 0,3% no PIB. Segundo a matéria publicada no site do periódico, a projeção se deve às fracas perspectivas para o Brasil, afetado gravemente pela instabilidade política, pela volatilidade dos mercados financeiros e pela queda nos preços das matérias primas - com destaque para o petróleo.

De acordo com a CNN, a recessão brasileira "não para de piorar", o que agrava a situação regional. Conforme o veículo de comunicação norte-americano, o país passa pela mais grave recessão desde a década de 1930. A situação é agravada pelo escândalo de corrupção na Petrobras - companhia que movimentava parte importante da economia nacional. O veículo destaca que a inflação atual "é a maior em 12 anos", superior aos 10,7%. A possibilidade de impeachment de Dilma Rousseff não torna o quadro menos grave.

Além dos problemas no Brasil, o continente é afetado pelas disputas de poder na Venezuela - que sofre com as maiores taxas de inflação entre todas as nações americanas. A vitória da oposição no congresso do país socialista pode representar futura instabilidade. O peso mexicano, que sofre desvalorização, também contribui para as projeções de recessão para os países da região. As economias do México, Colômbia e Venezuela também está sendo afetadas negativamente pelo preço do petróleo, que não tende a subir em breve.

Imagem: Topnews

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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Dólar continua em alta, após troca de ministro

A troca do chefe do Ministério da Fazenda não acalmou os mercados - Dilma Rousseff escolheu como sucessor para o pragmático Joaquim Levy um personagem que é visto com desconfiança pelos investidores: Nelson Barbosa. O ministro é conhecido por defender as posições econômicas esposadas pelo Partido dos Trabalhadores (como o desenvolvimentisto), vistas como a causa original da crise que coloca o Brasil em recessão.
Imagem: Época

De acordo com o site de notícias G1, o dólar está em alta de 0,44%. A economia e as finanças do Estado não vão bem: o país registrou um déficit primário de 19,567 milhões bilhões de reais, no último mês. A dívida pública do país deve aumentar significativamente até o final do ano, em decorrência dos jogos olímpicos que serão aqui sediados na metade do ano, e que ainda exigem importantes obras de infra-estrutura.

O endividamento público brasileiro tende a estimular o aumento do dólar - investidores duvidam cada vez mais da capacidade do governo de honrar suas dívidas. A demissão de Joaquim Levy - um economista que favorece a austeridade e a responsabilidade no uso dos recursos públicos - não contribui para o quadro da economia nacional. Conforme o portal de notícias G1, a demissão de Levy teria sido motivada, entre outros fatores, pela suposta sugestão de cortes no programa "Bolsa Família", que é um dos mais importantes projetos para a imagem dos governos Dilma Rousseff e Lula.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Macri acaba com política de restrição a compra de dólares

Novo governo reduz impostos para exportação, e quer duplicar produção agrícola

O recém-eleito presidente da Argentina, Mauricio Macri, ainda não completou seis meses de mandato e já promove mudanças significativas na economia do país sul-americano. Nos últimos dias, o novo chefe do executivo anunciou mudanças na tributação do país: Macri tem o objetivo de ampliar a produção agrícola e industrial através do corte de tributos para a exportação, para estimular produtores ao crescimento. Agora, Macri vai acabar com as restrições à compra de dólares pela população argentina - as restrições eram uma das maiores razões das críticas populares à ex-presidente Kirchner.
Imagem: Lance

O controle das compras de dólares na argentina é visto como um dos motivos do retorno do câmbio ilegal - cidadãos passaram a comprar por meios informais a moeda norte-americana, o que resultou em forte desvalorização do peso: a situação levou a uma diferença entre o preço oficial do dólar e seu valor real, estabelecido, no final, a partir das transações ilegais. As políticas econômicas de Cristina Kirchner também são apontadas como motivos para o aumento do desemprego e para a retração da atividade industrial.

A nova mudança surge ao mesmo tempo em que Macri estimula os agrícolas e industriais a "duplicarem a produtividade": para o novo presidente, é possível acançar a produção de 180 milhões de toneladas de grãos até 2025.
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