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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Reservas de dólares da China caem dramaticamente

Governo de Xi Jinping tenta conter desvaloriação do Yuan

Em uma tentativa de melhorar o preço de sua própria moeda, o governo chinês promoveu uma grande redução do volume da reserva de dólares do pais, em janeiro: a China agora conta com 99,5 bilhões de dólares a menos - apesar da grande queda, a nova "fornalha do mundo" ainda é a nação com o maior volume em reservas de dólares, com U$3,23 trilhões. O valor atual ainda torna a China o país detentor do maior volume de títulos da dívida americana no mundo.
Imagem: Reuters

Conforme a agência de notícias britânica BBC, com a desaceleração da economia, o governo chinês teme que a moeda nacional caia rapidamente, o que poderia contribuir para a desestabilização da economia. A administração atual teme que a desvalorização excessiva leve inúmeras empresas do país à falência, e, por essa razão, a atual tentativa de aumentar o valor do Yuan através da venda de dólares foi colocada em prática.

De acordo com o veículo de comunicação, a China vive, atualmente, uma "confusão" na política monetária, alimentada em grande parte pela tendência nos anos anteriores de desvalorização artificial da moeda para estímulo às exportações. O problema da desvalorização artificial é o gradual endividamento, que se torna insustentável na presente situação - na qual os EUA voltam a crescer, o dólar volta a ser valorizado e a economia chinesa perde velocidade de crescimento. 

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Dólar continua em alta, após troca de ministro

A troca do chefe do Ministério da Fazenda não acalmou os mercados - Dilma Rousseff escolheu como sucessor para o pragmático Joaquim Levy um personagem que é visto com desconfiança pelos investidores: Nelson Barbosa. O ministro é conhecido por defender as posições econômicas esposadas pelo Partido dos Trabalhadores (como o desenvolvimentisto), vistas como a causa original da crise que coloca o Brasil em recessão.
Imagem: Época

De acordo com o site de notícias G1, o dólar está em alta de 0,44%. A economia e as finanças do Estado não vão bem: o país registrou um déficit primário de 19,567 milhões bilhões de reais, no último mês. A dívida pública do país deve aumentar significativamente até o final do ano, em decorrência dos jogos olímpicos que serão aqui sediados na metade do ano, e que ainda exigem importantes obras de infra-estrutura.

O endividamento público brasileiro tende a estimular o aumento do dólar - investidores duvidam cada vez mais da capacidade do governo de honrar suas dívidas. A demissão de Joaquim Levy - um economista que favorece a austeridade e a responsabilidade no uso dos recursos públicos - não contribui para o quadro da economia nacional. Conforme o portal de notícias G1, a demissão de Levy teria sido motivada, entre outros fatores, pela suposta sugestão de cortes no programa "Bolsa Família", que é um dos mais importantes projetos para a imagem dos governos Dilma Rousseff e Lula.
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