quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Model 3 promove alta em ações da Tesla

Novo veículo, que garantirá receitas através de atualizações à companhia, é visto com otimismo por investidores

O novo carro da Tesla, o veículo Model 3, é visto por investidores como uma nova aposta de sucesso da empresa fundada por Elon Musk. De acordo com notícia veiculada hoje no site oficial da agência de notícias Reuters, a expectativa do mercado explica a presente alta nas ações da nova gigante da insdústria automobilística.

A Reuters informa que as ações da Tesla (TSLA.O) tiveram aumento de 7,2% hoje, o que "indica a confiança depositada por investidores na capacidade do CEO Elon Musk para transformar os esforços de captação de recursos para a custosa produção de seu novo produto 'de massa', o sedan Model 3, em lucros". A companhia, avaliada por analistas, em seus primeiros dias, como "inviável", já se destaca entre as maiores dos Estados Unidos.

O artigo acrescenta que a organização já teve aumento expressivo no valor de suas ações neste ano, chegando a elevação de 52%, e que a nova expectativa positiva no Model 3 "acrescenta quatro bilhões de dólares ao valor de mercado da Tesla". Conforme reportagem da CNBC disponibilizada em maio deste ano, um fator que justifica as expectativas dos investidores é o mecanismo de atualizações pagas para os sistemas do novo carro, o que poderá impulsionar as receitas da empresa de Musk.

A Tesla teve início alvejando a produção de carros elétricos de luxo, principalmente para o mercado americano e europeu. A empresa, em expansão para países como a Índia e com o lançamento de veículos destinados ao grande público, como o Model 3, busca ampliar sua atuação e cumprir o projeto de Elon Musk para a organização - de acordo com o inventor, uma das missões da companhia é "mudar a matriz energética dos transportes, em todo o mundo".


Mais sobre o tema - matéria do canal Tech Insider, do Youtube, sobre o Model 3:

domingo, 23 de julho de 2017

Quase dez mil empregos foram criados em junho

Economia brasileira registra pequena recuperação do nível de emprego no último mês do semestre - ano registra criação de 67.000 oportunidades

Conforme reportagem publicada no portal R7, no mês de junho, quase dez mil vagas de emprego com carteira assinada foram criadas, no Brasil. O número ainda é pequeno, e condiz com as expectativas de tímida recuperação da economia nacional, que deve registrar um aumento de 0,5% no Produto Interno Bruto, até o final do ano. A notícia foi disponibilizada no último dia 17.

Ainda conforme o artigo do site jornalístico, foram realizadas cerca de 1.181.000 contratações no mês, e 1.172.000 demissões, com um saldo positivo de oportunidades para a população economicamente ativa. Os dados sobre o pequeno aumento no número de empregos foram divulgados pelo CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) na última segunda-feira, através do Ministério do Trabalho. A notícia também informa que esse resultado positivo, para o mês de julho, foi o primeiro para o mesmo intervalo desde o ano de 2014. O número total de empregos criados na gradual recuperação econômica brasileira é de 67.358 oportunidades, em 2017.

A matéria também informa que, de acordo com Ronald Nogueira, ministro do trabalho, o Brasil se recupera vagarosamente da onda de desemprego porque estaria passando por uma das recessões "mais profundas da História do país". No processo de criação de novos postos de trabalho, têm destaques os setores agrícola e alguns campos da indústria de transformação.

Em coluna publicada no jornal O Estado de S. Paulo, o autor Sérgio Amad Costa afirma que alguns dos fatores que dificultam a retomada do nível de emprego anterior à crise são a instabilidade política e a complexidade observada nas leis trabalhistas brasileiras - os dois elementos afastariam investidores internacionais, que procuram segurança jurídica e econômica. O autor destaca que ao menos algumas reformas na legislação trabalhista atual poderiam contribuir para acelerar a recuperação, mas que o sistema brasileiro não indica que mudanças serão feitas nesse sentido, ao menos nos próximos meses.

Mais sobre o tema - reportagem do Jornal da Record sobre contribuição do setor agrícola para criação de empregos, no Brasil:

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Honda inicia recall por riscos com bateria

Problema pode causar chamas no motor do modelo Accord, segundo artigo 

Conforme reportagem disponibilizada hoje pelo veículo de comunicação norte-americano CNN, a Honda iniciou um programa de recall do modelo "Accord", em decorrência de problemas com baterias dos carros da empresa comercializados nos Estados Unidos. As baterias estariam apresentando falhas em sensores, que podem iniciar chamas no motor. Os sensores, conforme a companhia, não estariam "suficientemente protegidos contra umidade e detritos, e essa falha provoca o risco de curto e fogo".

Todavia, de acordo com o artigo, até o momento, não houve relatos de lesões a proprietários dos veículos em decorrência de fogo em motores. Este esforço para recall foi motivado por diversos relatos de proprietários, que reclamaram de motores de carros da Honda incendiados pelo defeito nos sensores, mas sem danos físicos aos motoristas e passageiros. O risco de fogo deve motivar a devolução de mais de dois milhões de unidades do produto, em todo o mundo. A CNN acrescenta que outro problema recente da montadora criou riscos mais diretos aos proprietários, através de mal funcionamento no sistema de airbags de alguns modelos.

A empresa assegura que iniciará a notificação dos proprietários do veículo Accord até o fim deste mês, para o recall. O veículo de comunicação acrescenta que a empresa foi atingida, recentemente, pelas consequências negativas da devolução de modelos equipados com airbags Takata, propensos a explosões, que poderiam lançar estilhaços contra pessoas que estivessem dentro do carro. Este defeito teria ocasionado a morte de ao menos doze pessoas, nos Estados Unidos. Proprietários em outras nações também teriam sofrido lesões ocasionadas pela falha no dispositivo de segurança.

Apesar do problema, a companhia continua a investir no modelo sedã, enquanto, nos Estados Unidos, suas concorrentes retomam o foco em carros SUV e caminhonetes, populares no mercado da maior potência industrial do Ocidente.

Mais sobre o tema - reportagem da CNN sobre defeito em sistema de aribags, que motivou recall anterior:

domingo, 9 de julho de 2017

IPP chinês teve aumento de 5,5%, em junho

Potência asiática vive desaceleração da economia e aumento de preços, como previsto por analistas. Cenário, todavia, ainda permite investimentos governamentais

A economia chinesa passa por um processo de desaceleração, que é acompanhado por aumento dos preços aos consumidores - conforme reportagem publicada hoje pelo veículo de comunicação norte-americano CNBC, o processo já era previsto por economistas.O índice de preços ao consumidor da China aumentou 1,5% em junho, em comparação com o mesmo período do ano passado. O índice de preços ao produtor registrou aumento de 5,5%.

Apesar do aumento na comparação anual, o processo inflacionário, conforme a CNBC, se mostrou estável em maio e junho. Os preços continuaram em trajetória de aumento, mas em ritmo ligeiramente mais lento, nos dois últimos meses do semestre. A elevação dos gastos governamentais, em infra-estrutura, no começo do ano, contribuem para o quadro de maiores custos para consumidores e firmas atuantes no país.

o artigo da CNBC indica que o quadro inflacionário ainda permite mais investimentos estatais, uma vez que o ritmo de aumento nos preços se mostra estável ou com pequena redução - o cenário favorece o crescimento do PIB chinês, em 6,5%, até o final deste ano. De acordo com a economista Betty Wang, citada pela reportagem, "no atual cenário, a trajetória de retomada de vigor da economia chinesa é orientada pela recuperação da inflação relacionada aos preços para os produtores".


A economia chinesa vive um período de desaceleração, com enfraquecimento significativo do mercado imobiliário, redução no ritmo de crescimento dos investimentos urbanos e da produção industrial. Mesmo com a diminuição na velocidade de expansão da economia, o gigante asiático ainda registra um dos aumentos mais expressivos do Produto Interno Bruto entre todas as nações.

Mais sobre o tema - reportagem do canal Financial Times, do Youtube, sobre o futuro da economia chinesa:

sábado, 24 de junho de 2017

Airbnb lança novo sistema de qualificações

Empresa que revolucionou o mercado de hospedagens passará a registrar os melhores locadores como "premium", de acordo com qualidade do imóvel

A gigante das locações de curta temporada, a Airbnb, começará, a partir do final deste ano, a implementar um novo sistema de qualificações para locadores que oferecem melhores condições para hóspedes. Os imóveis passarão a ser listados como "premium", caso disponibilizem mobília luxuosa, roupas de cama e banho de melhor qualidade e outros benefícios e facilidades para os clientes. A nova abordagem foi noticiada pelo veículo de comunicação norte-americano CNN, na última quinta-feira, dia 22.

De acordo com a reportagem, a ideia que inspira as mudanças discretas no sistema de qualificação tem por objetivo atrair novos clientes, que poderiam ficar hesitantes em alugar um quarto de uma pessoa desconhecida - que não tem vínculos diretos a um hotel ou companhia convencional de hotelaria. A proposta será, conforme a CNN, um "novo programa de controle de qualidade" para os parceiros da empresa.

Parte da abordagem é disputar o nicho de mercado dos hotéis, conquistando clientes que "valorizem mais o luxo e o conforto". Esse tipo de cliente estaria, em condições normais, mais disposto a procurar hotéis, ao invés de serviços com linhas próximas ao couch-surfing. A matéria acrescenta que a empresa já começou a procurar anfitriões para o programa das vagas "premium", e apenas os que ofereçam condições de alta qualidade poderão ser listados na nova categoria. O processo de avaliação incluirá critérios objetivos e subjetivos, segundo a CNN. Uma equipe da Airbnb irá verificar a qualidade da mobília, a velocidade da internet, da televisão, dos colchões e das roupas de cama e de banho no imóvel do parceiro.

A companhia conseguiu, ao longo dos últimos anos, se destacar por possibilitar a proprietários de imóveis convencionais a obtenção de renda extra através da locação de quartos por períodos menores de tempo - o valor da startup já alcançou a casa dos 32 bilhões de dólares.

Mais sobre o tema - reportagem da rede de comunicação norte-americana CBS sobre a ascensão das empresas de sharing economy como a Uber e a Airbnb:

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Recuperação econômica segue ritmo lento

Situação no país ainda é difícil, e atual aquecimento da economia não é suficiente para plena recuperação do PIB

Conforme notícia veiculada hoje, dia 16, pelo site oficial do jornal O Estado de S. Paulo, houve pequeno aquecimento da economia em abril, após uma queda no mês de março. O veículo de comunicação informa que o Índice de Atividade Eonômica do Banco Central teve alta de 0,28% em abril - as quedas persistentes observadas na economia brasileira até este momento, associadas à pequena velocidade de recuperação, sugerem que o país vivenciará uma situação mais desfavorável, ao longo de 2017, do que a anunciada pelo atual comando do Executivo. Ainda de acordo com o jornal, entre os setores da economia que apresentam sinais de recuperação estão o automotivo e o têxtil.

O periódico informa que, apesar do prolongado período de crise, houve alta no ínidce do Banco Central de 1,45% no trimestre, em comparação com o período entre novembro de 2016 e janeiro de 2017. A recuperação é pequena, e ainda não é acompanhada de reduções nos níveis de desemprego, considerados alguns dos mais urgentes pela atual administração - conforme o site do veículo Folha de São Paulo, os setores agrícola e da construção civil tiveram alguns dos piores cortes nos números de postos de trabalho no país, até abril deste ano.

A matéria do Estado de S. Paulo acrescenta que houve alguma recuperação da indústria em 2017, mas que analistas acreditam que é muito cedo para afirmar que a recessão brasileira chegou ao fim. As vendas do setor varejista também apresentaram melhoria, considerada expressiva pelo governo - foi registrado o melhor valor, em um período de um ano (aumento de 1% nas vendas). Conforme reportagem da Rádio Jovem Pan, os atuais dados sobre a economia indicam que a situação é bem pior do que a esperada pela administração, e que as melhorias ainda não são suficientes para superação da catástrofe vivida ao longo dos últimos anos, com retração sistemática da produção industrial, dos níveis de emprego e mesmo com aumentos na inflação. A indústria nacional também sofre com a competição chinesa, e o setor petrolífero vivencia período ruim, com baixas nos peços da commodity que promoveu valorização da maior estatal brasileira ao longo da década de 2000. 

Mais sobre o tema - reportagem da Rádio Jovem Pan sobre a gradual recuperação econômica:

terça-feira, 6 de junho de 2017

Preços do petróleo seguem tendência de queda

Tensão política entre Estados Árabes e aumento da produção americana afetam preços da commodity

Conforme notícia divulgada ontem, dia 5, pela agência Reuters, os preços do petróleo deverão seguir tendência de queda, como consequência das tensões entre os Estados árabes e do aumento da produção de combustíveis fósseis nos Estados Unidos, um dos maiores consumidores mundiais do recurso e a nação que possui algumas das mais significativas reservas de petróleo e xisto. A situação causou impacto desfavorável para a estratégia da OPEP, que consistia na redução da produção do recurso para fomentar elevações nos preços.

Em decorrência da acusação de proximidade entre o Catar e movimentos extremistas atuantes no Oriente Médio, os governos do Egito, Emirados Árabes, Líbia, Arábia Saudita e outros Estados de maioria sunita suspenderam ligações diplomáticas com pequeno país, que também é o 17º maior produtores da commodity, e integrante da OPEP. O governo do Catar teme consequências econômicas desastrosas, uma vez que parte significativa do abastecimento da nação, inclusive para itens básicos de alimentação, depende do comércio com a Arábia Saudita e demais vizinhos.

A divisão interna da OPEP não é o único fator que desempenha papel na queda nos preços do petróleo - os Estados Unidos, desde a mudança na Presidência, fomenta o aumento na produção de combustíveis fósseis. As reservas do recurso existentes dentro do território americano eram vistas como "estratégicas", e seu uso foi controlado - atualmente, o governo adota diretriz oposta, que leva ao aumento da produção, à queda nos preços e a maior poder econômico da potência ocidental sobre os principais exportadores do óleo. Ao mesmo tempo, o estímulo ao uso de energias alternativas, inlcuindo para o setor automobilístico, assim como o desenvolvimento de tecnologias para refino de combustíveis a partir do xisto betuminoso, são elementos que reforçam a tendência de queda no valor da principal exportação do governo saudita e de seus aliados regionais.

Mais sobre o tema - comentário da rede de televisão norte-americana ABC sobre as tensões entre os membros da OPEP, motivadas pela acusação de proximidade entre o governo do Qatar e extremistas religiosos que atuam no Oriente Médio:

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