sábado, 18 de março de 2017

Estados Unidos têm redução no desemprego

País vive momento de otimismo com criação de mais de 200.000 postos de trabalho, em fevereiro


A economia dos Estados Unidos mostra que definitivamente superou as ondas de choque da grande crise de 2008 - a nação com o maior PIB do mundo registrou a criação de 235.000 postos de trabalho, apenas no segundo mês de 2017. O dado superou a expectativa dos analistas, que previam a criação de cerca de 170.000 novos empregos, em grande parte devido ao momento de otimismo nas bolsas de valores. Nas últimas semanas, os Estados Unidos também registraram as maiores altas nos indicadores de suas bolsas de valores, em toda a História. O dado é reflexo, em parte, da percepção de que grandes companhias terão mais estímulos para a produção dentro dos EUA, com o objetivo de alcançar o mercado consumidor do país - o mais pujante do mundo.

O efeito desfavorável do crescimento econômico é a expectativa de aumento na inflação, e a consequente elevação na taxa de juros pelo FED, com o intuito de manter a estabilidade econômica. A perspectiva de aumento na inflação também tem como base o aumento nos salários, já observado em cidades como Chicago, e o consequente aumento no poder de compra das famílias americanas. Nos últimos anos, apesar dos esforços do governo, boa parte da população do país ficou dependente de programas governamentais para a manutenção de sua renda e até mesmo de acesso a serviços de saúde - este dado, todavia, começou a mudar em 2017, com a gradual melhora da economia.

Para a indústria dos Estados Unidos, o momento é extremamente favorável - o governo já anunciou que irá aplicar sanções a companhias que se instalem em nações com mão de obra mais barata para revenda no mercado americano. O intuito é fomentar o aquecimento industrial dos EUA e a criação de empregos, potencializando o poder de compra do já robusto mercado consumidor da nação.

Em vídeo - criação de emprego nos EUA supera expectativas:

sexta-feira, 17 de março de 2017

Economia brasileira sinaliza recuperação

A economia do Brasil pode estar se recuperando da crise - no mês de fevereiro de 2017, mais de 30.000 vagas de trabalho foram criadas, a atividade industrial está demonstrando tímida retomada de fôlego e a inflação já se mostra estável, em grande parte pelas perdas sucessivas de poder de compra da população. A situação ainda é grave - mais de onze milhões de brasileiros permanecem desempregados, mas surge uma tendência de melhora que pode colaborar para um quadro mais favorável até o final do ano.

Na opinião de Henrique Meirelles, o país conseguirá efetivamente sair da recesão econômica ainda no primeiro trimestre deste ano. O ministro também acredita que o Brasl poderá apresentar crescimento de 2%, no quarto trimestre, caso a tendência de gradual recuperação se mantenha. Analistas afirmam que alguma melhora é inevitável, uma vez que o país atingiu um crise tão grave que seria difícil observar uma situação ainda pior - a recessão brasileira já é considerada a pior desde a turbulência vivida após a grande crise de 1929.

Fatores que influenciam negativamente a economia do país ainda são a queda no consumo - elemento que serviu de motor principal para o crescimento econômico do Brasil na década de 2000 - que é agravada pelo desemprego, a persistência do "desmonte" da indústria nacional, que não consegue competir com a produção de potências industriais como a China, e os problemas de gestão em grandes companhias estatais como a Petrobras. A petrolífera movimentava parte significativa da economia da região sudeste - principal área de atividade industrial da nação - e era favorecida pelo chamado "boom das comodities", mas seu desempenho foi afetado severamente com a queda nos preços do petróleo, nos últimos anos, e com escândalos de corrupção responsáveis pela desvalorização e perda de confiança de investidores na companhia. Apesar dos inúmeros problemas, a economia brasileira consegue alguma recuperação de sua atividade econômica, também em decorrência do bom desempenho do setor agrícola.

Mais sobre o tema - Rádio Jovem Pan discute possível recuperação da economia:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Tesla busca entrada no mercado indiano

A companhia norte-americana Tesla Motors, de Elon Musk, deverá lançar, em breve, modelos destinados aos mercados de países como a Índia e o Brasil. Na expansão para os BRICS, a Tesla também deverá inaugurar novas fábricas - incluindo uma Gigafactory na Índia - com o propósito de aumentar sua produção e vender para o grande mercado consumidor representado pelas maiores economias em desenvolvimento. Outras companhias de veículos considerados premium fizeram sucesso anteriormente na Índia, como a Harley Davidson, que obteve sucesso significativo no país asiático.

Conforme Elon Musk, os carros elétricos da Tesla devem alcançar o mercado consumidor indiano no final de 2017. Um dos modelos - o chamado Model 3 - será comercializado por um preço equivalente a U$35.000,00. O veículo será um dos mais econômicos da Tesla, e as vendas dessa variante deverão ser inauguradas no fim deste ano. O modelo de negócios da Tesla na Índia deve adotar uma abordagem diferente da escolhida para os consumidores dos Estados Unidos - na América do Norte, a proposta da Tesla é comercializar veículos luxuosos, esportivos, com o diferencial do uso da energia elétrica e da possibilidade de integração com outras criações de Musk.

Elon Musk declarou, através de seus perfis nas redes sociais, que o Model 3 também visará mercados como a África do Sul  (país integrante dos BRICS), a Nova Zelândia, a Irlanda, Singapura e o Brasil. A expansão da Tesla também incuiu a criação de outra Gigafactory, na Europa - a decisão pode oferecer potencial enorme para a companhia, que leva em consideração o poder de compra da população europeia. A conjugação de modelos econômicos e modelos esportivos luxuosos faz parte da visão de Elon Musk, que diz ter o objetivo de "mudar a matriz energética dos transportes pessoais, dos combustíveis fósseis para a eletricidade". Musk conduziu outros projetos, como a Powerwall, dentro da mesma concepção.

Por sua visão de negócios ousada e progressista e por sua notória habilidade no mundo empresarial e no desenvolvimento de novas tecnologias, Elon Musk foi escolhido para ser um dos conselheiros da nova Presidência dos Estados Unidos. Musk já foi chamado, por seu sucesso e inventividade, de "o Tony Stark da vida real".

Mais sobre o tema - assista à reportagem do canal NYOOOZ TV, do Youtube, sobre a expansão da Tesla na Índia:

RJ fechou mais de 10 mil lojas, em 2016

O Estado do Rio de Janeiro continua a sofrer as consequências da crise pela qual passa o Brasil - em 2016, mais de 11 mil lojas foram fechadas na segunda maior economia do Sudeste. Os dados foram levantados pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro. O ente federativo também sofre com uma grave crise de endividamento, que afeta os pagamentos de funcionários públicos de diversas categorias, incluindo professores de universidades públicas - como a UERJ, que está em paralisação desde o ano passado - e policiais. 

Conforme o estudo sobre o fechamento de estabelecimentos comerciais, a capital do estado sozinha registrou o fechamento de mais de 4,7 mil lojas, em 2016. No mês de dezembro, 518 empresas similares tiveram suas atividades encerradas. Ao longo do ano, o aumento no número de lojas que tiveram suas portas fechadas aumentou significativamente em comparação com 2015 - a expansão do problema foi de 23,1%, o que indica que o comércio ainda poderá levar tempo até a recuperação da recessão. O desemprego no estado também se destaca como um dos piores do Brasil, que é, como um todo, ainda severamente afetado pela crise econômica.

De acordo com o veículo de comunicação estatal EBC, a situação do desemprego no Rio de Janeiro no segundo trimestre de 2016 esteve em uma taxa de 11,4%, enquanto no mesmo período do ano anterior o indicador esteve no patamar de 7,2%. A EBC informa que a situação pode se agravar com o fim dos grandes eventos internacionais, que ocorreram na região em 2014 e 2016, uma vez que há menos investimentos agora, impossibilitando a manutenção de muitos postos de trabalho e limitando investimentos, em comparação com o efeito observado nos períodos anteriores. O consumo, em geral, caiu no Rio de Janeiro, em decorrência do aumento do desemprego, da crise do endividamento e dos problemas em pagamentos de trabalhadores de muitas áreas e da limitação ou corte de investimentos. As vendas no varejo acumulam perdas de 7,8% - na comparação entre o fim de 2015 e o fim de 2016.

Veja na íntegra - reportagem da rede Record sobre a crise econômica do Rio de Janeiro:

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Desemprego fechou 2016 em taxa de 12%

Conforme notícia divulgada pela rádio Jovem Pan, o índice de desemprego do Brasil em 2016 ficou em 12%, no último trimestre - o dado representa que há pelo menos 12,3 milhões de desempregados no país. A informação reflete a gravidade da crise econômica e de endividamento pela qual a nação passa, todavia, analistas afirmam que a situação do país poderá melhorar nos próximos anos.

O veículo de comunicação ressalta que mais de um milhão de vagas de trabalho formais foram cortadas, o que indica que não há apenas desemprego, mas uma piora significativa da qualidade dos empregos - mais trabalhadores buscam fontes alternativas de renda, sem quaisquer garantias fornecidas pelos contratos de trabalho formais. A situação econômica também apresenta dificuldades até para os trabalhadores informais, em decorrência da piora generalizada no nível de renda da maior parte do mercado consumidor.

A reportagem informa que há dificuldades de atuação econômica em diversos campos, inclusive para as pessoas que decidem tentar o empreendedorismo - o veículo ressalta que há expectativa de aumento do desemprego, antes do fim da crise. A taxa de desemprego do Brasil poderá, antes que a crise seja superada, alcançar os 13%. O primeiro semestre do ano, segundo o informe, possui atividade econômica fraca, e a indústria nacional ainda está sofrendo perdas significativas, como consequência da competição entre produtores nacionais e companhias estrangeiras que produzem a custos mais baixos. 

Para a Rádio, todavia, o ritmo das demissões foi reduzido - ainda que haja perda de postos de trabalho no comércio, na indústria e em outros setores, há menos cortes de pessoal por período, o que significa que o país pode já ter passado pelos mais intensos períodos da crise. O site Investing informa que, de acordo com o banco Credit Suisse, poderá haver diminuição do desemprego. O economista Alexandre Schwartsman afirmou em entrevista para o jornal Correio Braziliense, em matéria publicada em 2016, que há possibilidade de diminuição do indicador para níveis menores que 10%, caso a economia demonstre recuperação ao longo dos próximos trimestres.

Veja na íntegra a matéria da rádio Jovem Pan sobre o nível de desemprego no Brasil:

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Uber passa a cobrar taxa fixa em viagens

O aplicativo de transporte particular Uber passou a cobrar uma taxa fixa de R$0,75 por viagem – o acréscimo no valor das tarifas, conforme notícia veiculada pelo site da revista Exame, tem o objetivo de financiar investimentos da empresa em segurança dos usuários. Em cidades como o Rio de Janeiro, o aplicativo já havia estabelecido uma tarifa mínima de aproximadamente oito reais – a esse valor, agora serão acrescentados os setenta e cinco centavos

A revista Exame informa que “o acréscimo tem o objetivo de suprir investimentos em segurança para usuários e motoristas” e que a mudança serve para “manter o crescimento saudável da plataforma”. Conforme o portal Zero Hora, o aplicativo de transporte particular possui mais de quatro milhões de usuários ativos no Brasil, e já conta com uma equipe de mais de 50 mil motoristas. O recurso está disponível em 27 cidades do país, e é um sucesso no exterior, tanto na América do Norte – com mais de 15 milhões de usuários nos Estados Unidos – quanto na Europa, onde está presente em países como o Reino Unido, Espanha e Holanda.

O Uber já pratica um sistema de cobrança diferenciada de taxas em situações específicas – em horários nos quais há poucos motoristas disponíveis e grande procura por viagens, o preço por quilômetros pode ficar um pouco mais caro. O software também cobra uma taxa adicional de usuários que cancelam viagens após decorridos cinco minutos de uma solicitação – todavia, o cancelamento imediato não provoca o aumento no preço. Cidades como São Paulo também possuem uma tarifa um pouco mais elevada, em decorrência de uma taxa municipal sobre o aplicativo.

Apesar de críticas do sistema convencional de transportes particulares e de grande pressão feita por profissionais que trabalham como taxistas, o Uber conseguiu se consolidar como uma das principais alternativas de transporte nos grandes centros urbanos brasileiros. Mesmo com os aumentos nos preços, o software ainda é visto como uma opção mais barata do que o táxi, e outras características admiradas pelo público no novo concorrente são a possibilidade de qualificar os motoristas conforme a excelência do serviço prestado e as gratuidades oferecidas nas viagens, como água e guloseimas.

Mais sobre o tema - vídeo publicado pelo canal NT Jornalismo sobre o crescimento do aplicativo Uber:

sábado, 7 de janeiro de 2017

Inflação na União Europeia é a maior desde 2013

De acordo com notícia publicada no último dia 4 pelo site da rede de televisão norte-americana CNBC, a inflação na zona do Euro é a maior desde setembro de 2013 - o dado pode ser consequência de altas nos preços de energia e combustíveis. Os preços dos combustíveis que levam ao aumento nos índices gerais de preços na região foram infuenciados pela decisão dos países produtores de petróleo de redução na produção da commodity, efetivada pela OPEP no final de 2016.

Conforme a CNBC, "os preços ao consumidor atingiram níveis que não eram vistos há quatro anos, com um aumento de 1,1% em dezembro do ano passado. O dado a respeito do aumento nos preços foi publicado pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat). O relatório indica que o aumento considerável nos preços ocorreu em decorrência de aumentos nos preços da energia". O aumento apresentou uma diferença significativa em relação ao registrado no mês de novembro, quando o Eurostat estimava que a inflação anual, em 2016, seria de 0,6%. O site jornalístico acrescenta que a nova informação preocupa os gestores do Banco Central Europeu a respeito da estabilidade dos preços para a população.

O site Euronews informa que o aumento na inflação pode gerar críticas importantes à política de expansão monetária praticada pela União Europeia. O veículo de comunicação também aponta o aumento nos preços da energia como a principal razão para  aumento geral nos preços na região - a inflação chegou a 2,5% neste campo, com destaque para os aumentos nos preços do petróleo.

Para o site jornalístico britânico Express, o aumento expressivo na inflação pode levar a conflitos entre os gestores do Banco Central Europeu e o governo alemão, que entende o aumento do custo de vida da população da maior economia da Zona do Euro como um problema grave. Integrantes do governo da Alemanha entendem a política monetária praticada pelo bloco como irresponsável e incapaz de resolver os problemas de cada um dos países-membros, que são diferentes em natureza e escala. A atual política do BCE é vista como de "injeção descontrolada de moeda", que, na atual situação de aumento de preços da energia, favorece quadros mais severos de inflação.

Mais sobre o tema - reportagem do canal Euronews Business sobre a inflação europeia:

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