quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Preço do ouro sobe, em meio à crise

Apreensão dos mercados estimula tendência

O ouro está tendo um aumento nos preços em 2016 - conforme o veículo de comunicação norte-americano CNN, até fevereiro, os preços já subiram 16%. A comercialização do metal também está trazendo resultados mais positivos do que a maioria dos negócios, em decorrência da desconfiança dos investidores.
Imagem: WPTV

O site da rede de televisão ainda informa que a demanda por ouro aumentou 8% em 2015, e que a tendência é de que a procura se torne ainda mais expressiva ao longo de 2016. A desaceleração da economia chinesa e a recessão na América Latina contribuem para o quadro. O valor atual do ouro está em U$1.240 a onça (unidade de medida usada nos Estados Unidos igual a aproximadamente 0,028 quilos). Este preço foi alcançado enquanto, nesta semana, bolsas de valores em todo o mundo vivem quedas importantes, e o petróleo alcançou o valor mais baixo em 13 anos.

Ainda de acordo com a CNN, a tendência de compra de ouro ocorre sempre que os investidores vivenciam desconfiança de pioras na economia. A China demonstrou interesse especial na compra do ouro, particularmente no final de 2015. Conforme o portal Valor Econômico, a adoção de taxas de juros negativas por diversos bancos centrais também é uma política que tem estimulado o aumento nos preços do recurso.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Produção da Nissan caiu 38,2% no último trimestre de 2016

De acordo com matéria publicada pelo site da revista Exame, a produção da montadora japonesa Nissan caiu 38,2% no Brasil, no final de 2016. A empresa também registrou queda em 2014, ainda que menos expreessiva: a redução foi de 0,9%. Conforme o veículo de comunicação, a companhia produziu 8.382 carros no último trimestre de 2016, número 38,2% menor, em comparação com os 13.562 veículos feitos no período anterior.
Imagem: Autojunction

A Nissan sofre mais do que todas as outras empresas do ramo automobilístico no Brasil - o setor está em queda, bem como outras indústrias, em território nacional - a média do encolhimento da indústria, como um todo, foi de 8%, em 2016, e as indústrias automotivas estão registrando diminuição de 25,9% em média. O setor de máquinas e equipamentos também teve queda significativa: 14,6%.

 As empresas brasileiras estão sendo severamente afetadas pela recessão, mas outros países da América Latina também registram retração na economia, no início de 2016: México, Venezuela e Colômbia estão entre eles, em parte graças à queda nos preços internacionais do petróleo. A agência avaliadora de risco de crédito Standard & Poors estimou que o continente permanecerá em recessão, ao longo de 2016. 

Apesar da diminuição da produção, a Nissan, conforme a revista Exame, conseguiu promover aumentos nos lucros: a companhia teria obtido um aumento de 25% nas receitas, em comparação com o ano anterior. A empresa também visa alcançar o mercado nacional através de utilitários, mais baratos, como o modelo "Kicks". Fora do Brasil, a Nissan está tendo grande sucesso em aliança com a montadora francesa Renault: a parceria já comemorou o lançamento de seu milionésimo veículo, a partir de fábrica na Índia, segundo o portal de notícias Economic Times.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Salários aumentam nos EUA - desemprego cai para 4,9%

A economia dos Estados Unidos, que alcançou o menor nível de desemprego desde 2008, 4,9%, agora também vê uma gradual melhoria dos salários. Apesar da desaceleração na criação de postos de trabalho - em janeiro, foram criados 151 mil empregos, valor menor se comparado ao atingido em dezembro, onde 250 mil vagas foram abertas - setores como a construção civil estão possibilitando uma melhoria gradual nos salários recebidos pelos trabalhadores da nação norte-americana.
Setor de construção civil contribui para a criação de empregos
e aumento nos salários, nos EUA
Imagem: Business Review

Conforme artigo publicado no site do jornal The New York Times, o ganho registrado em média nos pagamentos por hora é expressivo, mas ainda é necessário que o valor atinga um patamar mais elevado, para que os anos de estagnação, desde os transtornos econômicos iniciados em 2008, sejam compensados. Alguns setores, de acordo com o veículo de comunicação, registraram uma melhoria de 3% nos salários, em 2016: o melhor aumento desde o início da recuperação econômica americana.

Ainda segundo o portal de notícias, as melhorias nos salários foram identificadas em mais de doze estados, no início de 2016. Ao mesmo tempo, o setor de manufaturas acompanha a tendência de criação de empregos, que favorece salários melhores: em 2015, a indústria gerou 29.000 postos de trabalho, em 2015. O aumento no valor do dólar e a queda nos preços internacionais do petróleo contribuem para as melhorias vistas na economia americana, que tende a ver situação ainda melhor, graças ao impacto do gás de xisto: o recurso energético, abundante no território dos Estados Unidos, torna as economias chinesa e europeia menos competitivas e contribui para a presente situação, onde a economia Chinesa registra uma desaceleração, e a economia americana retoma uma tendência de crescimento.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Lehman Brothers volta à atividade - como marca de whisky

O banco Lehman Brothers foi uma das instituições financeiras responsáveis pela catástrofe econômica que resultou na crise de 2008. Enquanto os EUA registraram um aumento espantoso do crédito para consumidores que não tinham condições de honrarem dívidas para aquisição de casas, os bancos entenderam que a situação se manteria estável e continuaram a conceder empréstimos como se a bolha no setor imobiliário jamais fosse explodir. Mas, como o mundo viu (e sofreu), o modelo desmoronou e muitos bancos foram levados à falência - o problema tomou proporções comparáveis à crise de 1929. A associação com tal destruição pode não ser favorável, para a maioria dos produtos - exceto para armas, ou, quem sabe, bebidas alcoólicas, e a última das hipóteses é exatamente a que agora conta com o "renascimento" do nome Lehman Brothers.
Lehman Brothers - um dos bancos envolvidos na
crise do subprime
Imagem: Guest of a Guest

De acordo com a agência de notícias norte-americana CNN, a aposta da marca é associar-se ao risco, e à ideia de "queimar notas de dólares": o produto mais bem-sucedido sob a etiqueta é o whisky "cinzas do desastre". O nome do malfadado voltou à vida graças ao empresário James Green, um londrino de 34 anos, que vê seu produto como "uma sugestão indecente de um fruto prestes a cair". A CNN informa que Green pretende introduzir o novo whisky em redes de bares do Reino Unido e dos EUA.

O empresário chegou a ser processado, em 2014, pela companhia que comprou o banco, dono original do nome. Apesar da tentativa de imposição da mudança, a empresa que moveu o processo suspendeu o caso em outubro de 2015. James Green apela também para a associação com "manobras impetuosas", "jogos de azar demorados e consequências explosivas", com um dos produtos incluídos no novo Lehman Brothers, "snapfire".

"Novo Lehman Brothers" - marca de whisky que aposta na imagem de ousadia e tomada de riscos. Produtos comercializados
pela nova empresa incluem as versões "Snapfire", "Evergreen" e "Ashes of  Disaster"
Imagem: CNN

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Reservas de dólares da China caem dramaticamente

Governo de Xi Jinping tenta conter desvaloriação do Yuan

Em uma tentativa de melhorar o preço de sua própria moeda, o governo chinês promoveu uma grande redução do volume da reserva de dólares do pais, em janeiro: a China agora conta com 99,5 bilhões de dólares a menos - apesar da grande queda, a nova "fornalha do mundo" ainda é a nação com o maior volume em reservas de dólares, com U$3,23 trilhões. O valor atual ainda torna a China o país detentor do maior volume de títulos da dívida americana no mundo.
Imagem: Reuters

Conforme a agência de notícias britânica BBC, com a desaceleração da economia, o governo chinês teme que a moeda nacional caia rapidamente, o que poderia contribuir para a desestabilização da economia. A administração atual teme que a desvalorização excessiva leve inúmeras empresas do país à falência, e, por essa razão, a atual tentativa de aumentar o valor do Yuan através da venda de dólares foi colocada em prática.

De acordo com o veículo de comunicação, a China vive, atualmente, uma "confusão" na política monetária, alimentada em grande parte pela tendência nos anos anteriores de desvalorização artificial da moeda para estímulo às exportações. O problema da desvalorização artificial é o gradual endividamento, que se torna insustentável na presente situação - na qual os EUA voltam a crescer, o dólar volta a ser valorizado e a economia chinesa perde velocidade de crescimento. 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Renner teve receita líquida de vendas 17,4% maior em 2015

De acordo com o site da revista Exame, a Renner está obtendo um resultado melhor em suas vendas graças a uma reorganização em seus locais de vendas e melhora em sua logística: a empresa estaria possibilitanto a diminuição das filas, a organização das lojas e maior agilidade no lançamento de produtos. Segundo o veículo de comunicação, a receita líquida das vendas da Renner chegou a 5,45 bilhões de reais em 2015, valor 17,4% superior aos 4,64 bilhões conquistados em 2014.
Imagem: apontador

Ao mesmo tempo em que a empresa conseguiu esse resultado positivo, a Renner está se expandindo, apesar da grave crise que atinge o Brasil: em meio a demissões numerosas em diversos setores, a companhia está contrariando as expectativas gerais para a economia e está abrindo novas filiais. A Renner abrirá 25 novas lojas em 2016, apenas com sua marca principal - abrirá mais de 30 sob duas outras bandeiras.

Além da reorganização das lojas já existentes, ainda conforme a matéria publicada no portal de notícias, a empresa tem investido somas importantes em TI para otimizar suas operações: na reestruturação, foram investidos 550 milhões de reais apenas nesta área. O presidente da companhia, José Galló, afirmou que o sucesso foi possível graças à "atualização na operação dos caixas", que teria diminuído significativamente o tempo de atendimento: em 45%. A empresa entende que fusões ou aquisições não são uma boa estratégia, no momento, já que a Renner consegue atingir sem uma grande concorrente as classes A-, B e C, ao menos na visão de José Galló.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Yahoo poderá ser vendida em breve

Empresa detentora de um dos mais famosos mecanismos de busca promove reestruturação para atrair compradores

De acordo com matéria publicada pela Exame, a empresa Yahoo, que é uma das grandes do ramo de tecnologia e inclui serviços de email, mecanismo de pesquisa e um programa de parceria de anúncios, poderá, em breve, colocar à venda ativos essenciais da companhia. O anúncio foi dado pela CEO Marissa Mayer, na última terça-feira. A CEO teria dito que o Yahoo está avaliando o interesse que o anúncio vai gerar e está estudando as melhores propostas.
Marissa Mayer, CEO da Yahoo, declarou que a empresa
estuda propostas para venda
Imagem: ABC News

O anúncio da intenção de vender ativos foi dado após uma sucessão de perdas significativas sofridas pela organização, que viu os valores das ações diminuirem bastante. A situação levou acionistas a pressionarem o Yahoo por mudanças na administração ou pela venda da companhia. Conforme a agência de notícias Bloomberg, a empresa vinha passando por uma reestruturação que incluiu cortes de pessoal e em áreas de atuação.

Ainda de acordo com a Bloomberg, em breve, a Yahoo irá demitir 15% do staff que atua no portal da companhia, deverá realizar mudanças em alguns dos produtos oferecidos pela empresa e ainda poderá acabar com alguns deles. O objetivo das mudanças é realizar uma otimização que permita à empresa voltar a crescer, e torná-la mais atraente para compradores em potencial. A CEO que fez a declaração do objetivo atual de vendas da companhia tentou promover aquisições, na esperança de fazer a Yahoo crescer, mas, ao menos no ano de 2015, a tentativa não gerou resultados positivos relevantes.

A empresa foi fundada na década de 1990 pelos estudantes Jerry Yang e David Filo, e alcançou seu valor máximo no ano de 2000. Na mesma década, a Microsoft tentou adquirir a empresa, para apropriar-se do mecanismo de busca e disputar o mercado dominado pelo Google. Apesar das inúmeras trocas de CEOs, a Yahoo ainda não conseguiu encontrar a melhor fórmula para impulsionar suas operações.


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