sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Exportações do Japão caem, pelo quarto mês consecutivo

A crise econômica japonesa se agrava - os dados das exportações do país asiático exibem queda pelo quarto mês consecutivo. O país de Shinzo Abe passa por uma retração que já levou ao encolhimento do PIB em 1,4% - o Japão vive problemas desde a grande crise de 2008, e agora sofre com redução do consumo interno.
Imagem: Forbes

A queda das exportações é explicada também pela baixa demanda dos mercados emergentes por produtos japoneses: de acordo com a BBC, a redução do volume de exportações japonesas foi da ordem de 12,9% em janeiro de 2016, em comparação com o mesmo período de 2015. Para o veículo de comunicação britânico, a diminuição soma argumentos para os alanistas que entendem a situação japonesa como "um desastre que poderá ocorrer em breve". 

Na tentativa de estimular o consumo, o Banco do Japão reduziu os juros para um valor inferior a zero, medida que foi vista com surpresa pelo mercado. Até o momento, as políticas governamentais não foram bem-sucedidas para retirar a nação asiática da estagnação. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Ultrapar lucrou mais de R$496,8 no quarto trimestre de 2015

A Ultrapar, quarta maior empresa brasileira no ramo dos combustíveis, conseguiu obter, no quarto trimestre de 2015, um lucro superior a R$496,8 - valor 34% superior ao obtido no mesmo período de 2014, conforme o site da revista Exame. O resultado, apesar da crise, mostra que a empresa ainda tem fôlego e pretende honrar o anúncio de realizar mais de R$1,809 bilhões em investimentos, ao longo de 2016.
Imagem: R7

A companhia privada controla as marcas Ipiranga, Ultragaz, Extrafarma, Oxiteno e Ultracargo - ainda conforme a revista Exame, o lucro da companhia atingiu, no total, em 2015, um valor superior a R$1,513 bilhões - o dado representa um crescimento de 21% em comparação com o resultado obtido em 2014.

Uma das bandeiras das quais a Ultrapar é dona, a Ultragaz, já é vista como líder na distribuição de gás LP no Brasil - a estimativa é que a Ultragaz consiga, em geral, mais de 23% do market-share nacional do produto. A Ipiranga, uma das gigantes dos combustíveis no Brasil, é vista como a segunda maior distribuidora no setor. Através da companhia Oxiteno, a Ultrapar também atua nos Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e no México.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

TIM inicia cortes em despesas e poderá fazer demissões

De acordo com matéria publicada no site da revista Exame, a operadora de telefonia TIM poderá iniciar um processo de redução de custos para economizar até 100 milhões de reais por ano - a medida poderá incluir demissões. O periódico noticia que Rodrigo Abreu, presidente da empresa, afirmou que não há uma meta específica para demissões, mas existe a intenção de reduzir custos.

A Exame informa que há rumores sobre demissões de até mil empregados - o empresário, todavia, não confirmou este dado. Para ele, não é possível confirmar a especulação porque "não há uma meta estabelecida", neste sentido. O processo poderá atingir funcionários internos da TIM e também terceirizados.

De acordo com o site Teleco - Inteligência em Telecomunicações, a TIM consegue, no momento, o segundo maior market-share entre as empresas de telefonia em atuação no Brasil. As maiores, em ordem de expressão no mercado nacional, são a Vivo (em primeiro lugar, com 28,42% do mercado brasileiro), a Claro (logo após a TIM) e a OI.  A TIM adotou uma campanha agressiva de conquista de market-share, mas os procedimentos geraram grandes despesas e forçaram a empresa a rever sua abordagem. A atual decisão de cortes de gastos pode ser o "remédio amargo" eficaz para passar pelos graves problemas na economia brasileira. As companhias de telefonia, além de serem afetadas pela crise, também vivem dificuldades em decorrência da atuação do aplicativo Whatsapp no Brasil, que oferece serviços similares, porém a preços muito mais justos, aos consumidores.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Empresa americana cria serviço "delivery" de gasolina

Com os baixíssimos preços da gasolina nos Estados Unidos, empresários do setor estão criando novas estratégias de diferenciação para alcançar clientes - a companhia Booster Fuels, conforme o veículo de comunicação norte-americano NBC News, criou um serviço de "delivery" do combustível, que está melhorando consideravelmente o serviço e fazendo a concorrência repensar o modelo tradicional de postos de gasolina.
Imagem: Star-Telegram

Conforme a cliente Megan Lowe, que já foi conquistada pela marca, "para pessoas que possuem dois filhos, como eu, esse serviço é uma forma eficaz de economizar meu tempo e permitir que eu volte para casa rapidamente, para cuidar dos bebês". Ela relata que começou a usar o srviço de delivery de gasolina há oito meses, e desde então nunca mais precisou abastecer seu carro SUV em um posto de gasolina.

A Buster Fuels começou em Fort Worth, no estado do Texas, e já se expandiu para mais dez cidades dos Estados Unidos, incluindo para São Francisco. Os proprietários da empresa afirmam que foram inspirados pelo Uber, e por outros serviços "on-demand", para a criação do novo conceito. Os pedidos podem ser realizados por um aplicativo, que pode ser obtido por download, gratuitamente, e mantido sem qualquer custo - o único valor cobrado é o da gasolina. Frank Mycroft, CEO da Booster Fuels, afirma que uma das grandes vantagens da empresa é não haver qualquer necessidade de locação ou compra de postos - esses procedimentos geram grandes custos para as empresas do setor, nos Estados Unidos, e a nova abordagem reduz sensivelmente essa desvantagem.

Para Mycroft, a decisão de fazer o serviço por "delivery" é uma abordagem excelente, e que, na realidade, é intuitiva: "podemos oferecer o mesmo produto, por preço similar, sem o mesmo volume de custos de imóveis necessários para a atividade".

Confira a seguinte matéria, feita pelo canal CBS sobre a Booster Fuels:


domingo, 14 de fevereiro de 2016

Economia japonesa está em retração

Conforme a agência de notícias Reuters, a economia japonesa está se contraindo - o produto interno bruto do país asiático diminuiu 1,4% no último trimestre do ano passado. A nação vem passando por problemas econômicos desde a crise de 2008, incluindo uma deflação importante, que o governo de Shinzo Abe tenta controlar, sem sucesso.
Shinzo Abe: apesar dos esforços do governo, país vê
economia em retração
Imagem: Tokyo Times

Conforme o veículo de comunicação CNBC, a diminuição no consumo está contribuindo para a situação japonesa - apesar dos esforços de ampliar exportações, o governo não está conseguindo alcançar efetivamente os mercados dos países emergentes, e a demanda interna é muito fraca para dar impulso a uma recuperação efetiva e à saída da estagnação.

O Banco do Japão está adotando taxas de juros baixíssimas - medida que espantou investidores - com o intuito de controlar a deflação e ampliar o consumo realizado pelas famílias, mas, até o momento, os esforços para tirar o país da estagnação têm sido inférteis.

A desaceleração da economia chinesa também contribui para a retração no país de Shinzo Abe - ainda em 2015, as bolsas de valores japonesas registraram quedas, em decorrência da desconfiança dos investidores, justificada pela diminuição do ritmo de crescimento chinês. 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Apple lançará novos modelos de iPad e iPhone em março

Conforme notícia veiculada pela agência Reuters, a Apple lançará novas versões do iPad e do iPhone no dia 15 do próximo mês - o novo iPhone, que se chamará "iPhone 5se", assim como a nova versão do iPad, não estarão disponíveis para compra através da pré-venda.
Imagem: NDTV

A Reuters também informa que a empresa está desacelerando: conforme o veículo de comunicação, a Apple registrou um crescimento modesto nas vendas, de 0,4%, no primeiro trimestre, até agora, o que representa o menor valor alcançado pela gigante da tecnologia desde o lançamento do iPhone, em 2007. A diminuição do ritmo de crescimento, todavia, não significa que a Apple estrará em queda: a nova estratégia, de não realizar a pré-venda, pode ser um caminho de sucesso para fisgar novos compradores para a marca.

Os novos modelos serão menores do que o iPhone 6s, e visam os consumidores que querem adquirir um celular mais eficiente e rápido, sem a necessidade de comprar um aparelho grande (como o 6s e o 6s Plus Screen). 

Conforme o veículo de comunicação "The Economist", a Apple vem registrando crescimentos significativos nos lucros nos últimos meses, mas a sucessão de aumentos nos rendimentos sofrerá abalos com o caos econômico global, e será particularmente afetado pela desaceleração da economia chinesa. Segundo o portal, a marca de tecnologia mais famosa do mundo pode esperar lucros menores, para o próximo trimestre.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Facebook poderá competir com Youtube, em vídeos

Rede social usará Instagram, sua propriedade, na campanha, empregando estratégia de negócios similar à da marca gerenciada pela Google

Conforme o veículo de comunicação CNBC, o Instagram, que é propriedade do Facebook, agora indicará o número de visualizações de cada vídeo - para o site de notícias americanos, essa abordagem tem por objetivo atrair anunciantes para, em breve, lançar um serviço de publicidade similar ao empregado no Youtube, proriedade da Google.
Facebook poderá adotar mesma estratégia do Youtube, em
breve
Imagem: Telegraph

De acordo com o analista Richard Broughton, entrevistado pelo site de notícias, quando um site começa a expor seus dados de "web analytics" - suas informações sobre tráfego de usuários, em seus endereços, aplicativos, vídeos e que conteúdos são mais visados - o objetivo é chamar a atenção de clientes de publicidade em potencial, que procurem atingir o máximo de internautas, durante campanhas.

Para o Facebook, a nova estratégia será um campo enorme para possibilidades de negócios: a rede social, considerada a maior do mundo, afirma conseguir um total de 100 milhões de horas de vídeo assistidas por dia, em todo o mundo. A empresa tem expectativa de gerar, através do Instagram, um rendimento de 1,48 bilhões de dólares, apenas em 2016.

O Facebook também cogita oferecer uma parte do lucro para seus usuários, de maneira similar à abordagem da Google: os produtores de conteúdo poderão receber uma quantia em dinheiro para cada visualização de seus vídeos. Essa estratégia de negócios foi a que tornou o Youtube tão popular, na última década.
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