domingo, 9 de julho de 2017

IPP chinês teve aumento de 5,5%, em junho

Potência asiática vive desaceleração da economia e aumento de preços, como previsto por analistas. Cenário, todavia, ainda permite investimentos governamentais

A economia chinesa passa por um processo de desaceleração, que é acompanhado por aumento dos preços aos consumidores - conforme reportagem publicada hoje pelo veículo de comunicação norte-americano CNBC, o processo já era previsto por economistas.O índice de preços ao consumidor da China aumentou 1,5% em junho, em comparação com o mesmo período do ano passado. O índice de preços ao produtor registrou aumento de 5,5%.

Apesar do aumento na comparação anual, o processo inflacionário, conforme a CNBC, se mostrou estável em maio e junho. Os preços continuaram em trajetória de aumento, mas em ritmo ligeiramente mais lento, nos dois últimos meses do semestre. A elevação dos gastos governamentais, em infra-estrutura, no começo do ano, contribuem para o quadro de maiores custos para consumidores e firmas atuantes no país.

o artigo da CNBC indica que o quadro inflacionário ainda permite mais investimentos estatais, uma vez que o ritmo de aumento nos preços se mostra estável ou com pequena redução - o cenário favorece o crescimento do PIB chinês, em 6,5%, até o final deste ano. De acordo com a economista Betty Wang, citada pela reportagem, "no atual cenário, a trajetória de retomada de vigor da economia chinesa é orientada pela recuperação da inflação relacionada aos preços para os produtores".


A economia chinesa vive um período de desaceleração, com enfraquecimento significativo do mercado imobiliário, redução no ritmo de crescimento dos investimentos urbanos e da produção industrial. Mesmo com a diminuição na velocidade de expansão da economia, o gigante asiático ainda registra um dos aumentos mais expressivos do Produto Interno Bruto entre todas as nações.

Mais sobre o tema - reportagem do canal Financial Times, do Youtube, sobre o futuro da economia chinesa:

sábado, 24 de junho de 2017

Airbnb lança novo sistema de qualificações

Empresa que revolucionou o mercado de hospedagens passará a registrar os melhores locadores como "premium", de acordo com qualidade do imóvel

A gigante das locações de curta temporada, a Airbnb, começará, a partir do final deste ano, a implementar um novo sistema de qualificações para locadores que oferecem melhores condições para hóspedes. Os imóveis passarão a ser listados como "premium", caso disponibilizem mobília luxuosa, roupas de cama e banho de melhor qualidade e outros benefícios e facilidades para os clientes. A nova abordagem foi noticiada pelo veículo de comunicação norte-americano CNN, na última quinta-feira, dia 22.

De acordo com a reportagem, a ideia que inspira as mudanças discretas no sistema de qualificação tem por objetivo atrair novos clientes, que poderiam ficar hesitantes em alugar um quarto de uma pessoa desconhecida - que não tem vínculos diretos a um hotel ou companhia convencional de hotelaria. A proposta será, conforme a CNN, um "novo programa de controle de qualidade" para os parceiros da empresa.

Parte da abordagem é disputar o nicho de mercado dos hotéis, conquistando clientes que "valorizem mais o luxo e o conforto". Esse tipo de cliente estaria, em condições normais, mais disposto a procurar hotéis, ao invés de serviços com linhas próximas ao couch-surfing. A matéria acrescenta que a empresa já começou a procurar anfitriões para o programa das vagas "premium", e apenas os que ofereçam condições de alta qualidade poderão ser listados na nova categoria. O processo de avaliação incluirá critérios objetivos e subjetivos, segundo a CNN. Uma equipe da Airbnb irá verificar a qualidade da mobília, a velocidade da internet, da televisão, dos colchões e das roupas de cama e de banho no imóvel do parceiro.

A companhia conseguiu, ao longo dos últimos anos, se destacar por possibilitar a proprietários de imóveis convencionais a obtenção de renda extra através da locação de quartos por períodos menores de tempo - o valor da startup já alcançou a casa dos 32 bilhões de dólares.

Mais sobre o tema - reportagem da rede de comunicação norte-americana CBS sobre a ascensão das empresas de sharing economy como a Uber e a Airbnb:

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Recuperação econômica segue ritmo lento

Situação no país ainda é difícil, e atual aquecimento da economia não é suficiente para plena recuperação do PIB

Conforme notícia veiculada hoje, dia 16, pelo site oficial do jornal O Estado de S. Paulo, houve pequeno aquecimento da economia em abril, após uma queda no mês de março. O veículo de comunicação informa que o Índice de Atividade Eonômica do Banco Central teve alta de 0,28% em abril - as quedas persistentes observadas na economia brasileira até este momento, associadas à pequena velocidade de recuperação, sugerem que o país vivenciará uma situação mais desfavorável, ao longo de 2017, do que a anunciada pelo atual comando do Executivo. Ainda de acordo com o jornal, entre os setores da economia que apresentam sinais de recuperação estão o automotivo e o têxtil.

O periódico informa que, apesar do prolongado período de crise, houve alta no ínidce do Banco Central de 1,45% no trimestre, em comparação com o período entre novembro de 2016 e janeiro de 2017. A recuperação é pequena, e ainda não é acompanhada de reduções nos níveis de desemprego, considerados alguns dos mais urgentes pela atual administração - conforme o site do veículo Folha de São Paulo, os setores agrícola e da construção civil tiveram alguns dos piores cortes nos números de postos de trabalho no país, até abril deste ano.

A matéria do Estado de S. Paulo acrescenta que houve alguma recuperação da indústria em 2017, mas que analistas acreditam que é muito cedo para afirmar que a recessão brasileira chegou ao fim. As vendas do setor varejista também apresentaram melhoria, considerada expressiva pelo governo - foi registrado o melhor valor, em um período de um ano (aumento de 1% nas vendas). Conforme reportagem da Rádio Jovem Pan, os atuais dados sobre a economia indicam que a situação é bem pior do que a esperada pela administração, e que as melhorias ainda não são suficientes para superação da catástrofe vivida ao longo dos últimos anos, com retração sistemática da produção industrial, dos níveis de emprego e mesmo com aumentos na inflação. A indústria nacional também sofre com a competição chinesa, e o setor petrolífero vivencia período ruim, com baixas nos peços da commodity que promoveu valorização da maior estatal brasileira ao longo da década de 2000. 

Mais sobre o tema - reportagem da Rádio Jovem Pan sobre a gradual recuperação econômica:

terça-feira, 6 de junho de 2017

Preços do petróleo seguem tendência de queda

Tensão política entre Estados Árabes e aumento da produção americana afetam preços da commodity

Conforme notícia divulgada ontem, dia 5, pela agência Reuters, os preços do petróleo deverão seguir tendência de queda, como consequência das tensões entre os Estados árabes e do aumento da produção de combustíveis fósseis nos Estados Unidos, um dos maiores consumidores mundiais do recurso e a nação que possui algumas das mais significativas reservas de petróleo e xisto. A situação causou impacto desfavorável para a estratégia da OPEP, que consistia na redução da produção do recurso para fomentar elevações nos preços.

Em decorrência da acusação de proximidade entre o Catar e movimentos extremistas atuantes no Oriente Médio, os governos do Egito, Emirados Árabes, Líbia, Arábia Saudita e outros Estados de maioria sunita suspenderam ligações diplomáticas com pequeno país, que também é o 17º maior produtores da commodity, e integrante da OPEP. O governo do Catar teme consequências econômicas desastrosas, uma vez que parte significativa do abastecimento da nação, inclusive para itens básicos de alimentação, depende do comércio com a Arábia Saudita e demais vizinhos.

A divisão interna da OPEP não é o único fator que desempenha papel na queda nos preços do petróleo - os Estados Unidos, desde a mudança na Presidência, fomenta o aumento na produção de combustíveis fósseis. As reservas do recurso existentes dentro do território americano eram vistas como "estratégicas", e seu uso foi controlado - atualmente, o governo adota diretriz oposta, que leva ao aumento da produção, à queda nos preços e a maior poder econômico da potência ocidental sobre os principais exportadores do óleo. Ao mesmo tempo, o estímulo ao uso de energias alternativas, inlcuindo para o setor automobilístico, assim como o desenvolvimento de tecnologias para refino de combustíveis a partir do xisto betuminoso, são elementos que reforçam a tendência de queda no valor da principal exportação do governo saudita e de seus aliados regionais.

Mais sobre o tema - comentário da rede de televisão norte-americana ABC sobre as tensões entre os membros da OPEP, motivadas pela acusação de proximidade entre o governo do Qatar e extremistas religiosos que atuam no Oriente Médio:

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Tesla obterá receitas com atualizações no Model 3

A montadora mais valorizada do mercado americano adotou uma estratégia única no setor, visando a obtenção de receitas através de atualizações para os sistemas utilizados no aguardado "Model 3" - conforme o veículo de comunicação norte-americano CNBC, a Tesla conseguirá "fazer o que nenhuma outra montadora faz". A nova abordagem garantiu, hoje, aumento nos valores das ações da empresa, mas, conforme a análise da CNBC, o sucesso da estratégia "dependerá diretamente dos preços praticados e do 'timing' no lançamento do carro".

Com sua abordagem de criação de carros elétricos, que empregam tecnologia de ponta em sua operação e que já contam com sistemas de direção automática, a empresa conseguiu se destacar como a empresa mais valorizada, entre todas as do ramo automotivo, nos Estados Unidos. A companhia, que, nos seus estágios iniciais, foi vista com ceticismo pela concorrência e que, para seu próprio fundador, "tinha grandes chances de fracasso", já é vista como sinônimo de luxo e de uma abordagem de sucesso. A decisão atual da empresa é, conforme a reportagem da CNBC, obter "momento" em suas vendas, através de receita conseguida por meio das futuras atualizações para o sistema do novo modelo.

A CNBC destaca que "a partir de uma perspectiva das concorrentes, na indústria automotiva, a Tesla poderá conseguir o que nenhuma outra é capaz de fazer, hoje". A companhia conseguiu, hoje, terminar o dia com uma valorização de 1,8% em suas ações, atingindo, conforme artigo disponibilizado no site da revista Forbes, um "preço histórico". A publicação acrescenta que esse fenômeno ocorre "mesmo contra as intenções declaradas de Elon Musk [criador da Tesla], que afirma ver o processo como uma 'valorização excessiva', contrária aos objetivos da organização".

As campanhas da Tesla sobre o Model 3 destacam que o novo carro apresenta uma oferta "mais acessível", com preço voltado para o grande público. A empresa informa que o veículo é uma "versão mais barata" do Model S - todavia, o carro mais recente contará com a notória tecnologia que caracteriza os produtos da grande inovadora. A iniciativa apresenta um distanciamento da estratégia anterior da Tesla, que consistia na fabricação de carros esportivos, destinados ao público com maior poder aquisitivo e com grande ênfase no design e no luxo.

Mais sobre o tema - vídeo de lançamento do Model 3, publicado no canal oficial da Tesla no Youtube:

terça-feira, 23 de maio de 2017

Índices de inflação estão queda no Brasil

Os indicadores econômicos apontam para queda da inflação no Brasil - com a gradual redução no ritmo do aumento de preços, o poder de compra das famílias brasileiras poderá impulsionar a recuperação da crise, e o mercado já espera um quadro otimista para o fim de 2017. Conforme reportagem do site Valor Econômico, há projeções, atualmente, para uma redução no IPCA - indicador de preços ao consumidor - e na taxa de juros, que poderão ser confirmadas no próximo semestre.

A taxa de inflação já sofreu diminuição significativa do ano de 2015 para 2016 - 10,7% no primeiro ano e 7,2% no segundo - o fenômeno também pode ser visto como consequência da queda na atividade econômica e na redução de preços ocasionada pela retração do poder de compra das famílias vivenciada durante a crise. A redução nos preços dos aluguéis, por exemplo, indica que os inquilinos tiveram menos recursos financeiros para sustentar uma locação - o mercado, em um primeiro momento, teve de se austar à nova realidade brasileia, e este quadro conteve a pressão inflacinária. Agora, com esforços do governo para redução de gastos, a diminuição dos preços pode se tornar ainda mais visível.

O portal Valor Econômico indica que o controle da inflação poderá possibilitar uma redução nas taxas de juros, em breve. A maior estabilidade da economia e o controle dos preços são fatores que estimulam investimentos - operações menos arriscadas possibilitam taxas de juros menores. As perspectivas de crescimento econômico da economia brasileira, conforme o site, ainda são ruins: o país deverá vivenciar um modesto crescimento de 0,47% em 2017, e uma situação um pouco melhor em 2018, com crescimento em nível superior aos 2%.

Conforme reportagem do portal Terra, todavia, o setor imobiliário poderá vivenciar uma situação melhor do que os demais - o revigoramento do mercado consumidor possibilita, mais uma vez, a elevação dos preços de aluguéis. O aumento do teto para compra de imóveis através do FGTS é uma medida que terá impacto positivo.

Mais sobre o tema - Reportagem da Rádio Jovem Pan sobre a redução dos índices de inflação:

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Arábia Saudita promove encarecimento do petróleo

Commodity poderá ter elevação nos preços em decorrência de diminuição na produção pela potência do Oriente Médio

Conforme notícia divulgada pela agência de notícias Reuters, os preços do petróleo poderão ter elevação significativa nos próximos meses, em decorrência de cortes na produção na Arábia Saudita - um dos maiores exportadores mundiais do recurso. A elevação nos preços deverá acompanhar a política definida pelo governo saudita para, ao longo de todo o ano de 2017, cortar o suprimento do combustível fóssil - a expectativa poderá ser efetivada mesmo com a elevação na produção de combustíveis e ampliação de uso de energias alternativas pelo governo e empresas dos Estados Unidos, mercado consumidor mais importante do Ocidente.

Já na última segunda-feira, conforme a agência Reuters, o petróleo teve uma aumenta de preços. Khalid Al-Falih, ministro da energia da Arábia Saudita, declarou, no mesmo dia, que os preços do petróleo deverão se estabilizar, após um período extendido de oferta em excesso. O ministro de Estado declarou que espera que a OPEP contribua para a manutenção da política de cortes na produção de petróleo ao longo de todo o ano de 2017, como praticado durante o primeiro semestre. A decisão poderá favorecer significativamente as economias das nações dependentes de petróleo que, como a Venezuela, enfrentaram problemas com as quedas nos preços do recurso.

Ao longo da década de 2010, as nações com economias dependentes do petróleo têm sofrido com as quedas sistemáticas no preço da commodity, principalmente em decorrência do surgimento de energias alternativas, do uso de combustíveis fósseis de outras origens e a gradual expansão do uso de fontes de energia sustentáveis, mesmo para veículos automotivos - como no caso do mercado americano, onde a principal produtora de carros elétricos já é a montadora mais valorizada.

Ainda conforme a reportagem da Reuters, o ministro Al-Falih declarou: "eu estou confiante de que nosso acordo será mantido ao longo da segunda metade do ano, de acordo com as conversas nas quais participamos com outros integrantes [da OPEP]".

Mais sobre o tema - reportagem do canal Financial Times sobre os acordos para aumentos nos preços do petróleo:

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